Por que algumas pessoas são apaixonadas pela empresa e outras vivem somente a espera do dia do pagamento? Essas reações opostas têm a ver com o nível de envolvimento emocional do indivíduo com a empresa. Sendo isso um fator determinante para que a experiência seja agradável ou não.

Seguindo essa linha de raciocínio, as empresas tentam entregar a experiência profissional certa para cada colaborador por meio do employee experience. Contudo, como esse conceito contribui efetivamente para o engajamento do time interno? Qual é a melhor maneira de estruturar uma cultura voltada para a satisfação do colaborador? Neste artigo, falaremos sobre esses questionamentos.

Entenda o poder da experiência

Já passou o tempo em que uma grande marca lançava um novo produto e os consumidores seguiam cegamente a tendência adquirindo itens que não atendiam às suas necessidades. Quando perceberam esse aumento da autonomia dos clientes, as organizações começaram a investir na experiência do consumidor (customer experience).

O objetivo é oferecer uma interação memorável com o público-alvo por atender os seus desejos mais profundos. No entanto, para sustentar essa prática é preciso fortalecer um dos pilares mais fundamentais: os colaboradores. Sem a ajuda desse grupo, as organizações não conseguem atingir a excelência nos seus produtos e serviços — algo determinante no customer experience.

Pensando nisso, foi criado um novo modelo de gestão de pessoas: o employee experience. Esse conceito vai muito além de uma política de benefícios para gerar o engajamento do time. Na verdade, a empresa oferece a oportunidade de o colaborador crescer na carreira conectando-se a um propósito. Dessa forma, sua trajetória torna-se significativa e empolgante.

Como retribuição, o funcionário atinge o ápice do seu desempenho, elevando a qualidade dos seus serviços. Para que o employee experience se consolide na organização é necessário que todo o ciclo de vida do colaborador seja bem estruturado. Dessa forma, as necessidades psicológicas e profissionais do funcionário serão atendidas desde o momento em que entra no processo seletivo para uma vaga na empresa.

Porém, como conseguir identificar o que motiva os colaboradores? Isso é possível por meio das tecnologias que mensuram o comportamento do time e ajudam na construção de uma excelente experiência. Por exemplo, existem aplicações virtuais que monitoram o desempenho e permitem o feedback da equipe em relação às suas atividades na empresa.

Com esses dados, cria-se um acervo valioso que serve de base para construção do employee experience. Uma vez que os gestores conseguem não só identificar, mas também replicar e corrigir as estratégias.

Torne os funcionários felizes e engajados

Todos nós queremos ser felizes, afinal essa é uma das necessidades básicas do ser humano. De acordo com uma pesquisa apresentada por um artigo da Harvard Business Review Brasil, 79% das pessoas entrevistadas querem sentir a felicidade em momentos diários da vida.

Sendo assim, a empresa que se preocupa com a promoção do contentamento dos colaboradores tem maiores chances de engajá-los. Porém, algumas organizações ainda não reconhecem essa realidade. Foi o que mostrou um estudo feito pela Gallup (instituição de pesquisa de opinião).

De acordo com essa pesquisa, apenas 15% dos colaboradores no mundo são engajados no trabalho. Já nos Estados Unidos, o número sobe para 33%, mas ainda é uma margem muito baixa. Para reverter esse quadro, os gestores precisam implantar estratégias que fomentem o bem-estar na equipe interna.

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Afinal, os colaboradores necessitam enxergar um propósito nos seus serviços e perceber que a empresa se esforça em oferecer um ambiente personalizado voltado para a felicidade deles. É claro que um escritório bonito faz diferença, mas o engajamento dos funcionários está mais ligado a estímulos emocionais e sociais.

Para atingir esse objetivo, as organizações têm unido a abordagem design thinking com o uso de ferramentas virtuais como o people analytics. A consequência é um maior entendimento sobre os fatores que elevam a felicidade, além da entrega de experiências significativas que geram o tão desejado engajamento do time.

Crie uma arquitetura de escuta

Uma das formas de consolidar o employee experience é desenvolvendo uma arquitetura de escuta. Nessa etapa, as tecnologias são ainda mais essenciais. Além do já citado people analytics, a utilização do crowdsourcing permite descobrir as experiências desejadas pelos colaboradores.

Com esse processo colaborativo, a empresa coleta as informações que revelam as necessidades e anseios dos funcionários jovens e dos veteranos. Além de acompanhar toda a trajetória da vida corporativa de um colaborador desde a contratação até a aposentadoria. Esses dados demonstram que tipos de experiências fomentam o engajamento do time nos diversos ciclos da carreira.

É claro que cada pessoa tem suas individualidades, mas há também padrões comuns. Sendo assim, com algumas adaptabilidades, é possível criar uma experiência holística que envolve definir perfis de vivências de acordo com a personalidade, as habilidades, os desejos e o estágio da vida profissional.

Algumas empresas estão usando a aplicação crowdsourcing em hackathons (maratona da inovação). Um artigo do site Deloitte Insights, citou o exemplo da General Electric e da Airbnb que usam os hackathons para recolher ideias dos colaboradores.

Com base nisso, são projetadas as abordagens gerenciais, o design do ambiente interno e das políticas, como a de meritocracia. Dessa forma, essas organizações líderes de mercado estão enriquecendo a experiência do colaborador. Como o trabalho da equipe fica mais significativo e produtivo, os clientes são beneficiados com serviços “fora da curva”.

Coloque o líder como principal alavanca do employee experience

Sem dúvida, os líderes são uma peça fundamental da inserção do employee experience na organização. Esse grupo se porta como “maestros”, capazes de conduzir uma orquestra pelas notas musicais de uma partitura. Uma vez que eles têm o poder de modificar, aprimorar e implantar políticas e procedimentos que fomentem vivências significativas para os seus colaboradores.

Nesse caso, “as partituras” seriam os dados sobre os colaboradores coletados pelas tecnologias. Essas informações servirão de base para a construção de estratégias de engajamento, aprendizado, design organizacional, desenvolvimento de carreira e da cultura do negócio.

Também cabe aos líderes monitorar o desempenho e a efetividade das práticas aplicadas na experiência do colaborador. Dessa forma, haverá um mapeamento efetivo do ciclo de vida dos funcionários ajudando na criação de “personas” que integrarão a estrutura do employee experience.

Em resumo, tanto o customer experience quanto o employee experience envolvem colocar as partes mais importantes no centro dos negócios: o cliente e o colaborador. Sem eles, não há produtos, nem serviços e muito menos uma empresa que consiga disputar um espaço no mundo corporativo.

O que achou do nosso conteúdo? Entendeu a importância do employee experience no sucesso da empresa? Quer “abrir as portas” da sua organização para os benefícios da experiência com o colaborador? Entre em contato com os especialistas da Waggl!

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