Geralmente, as pessoas não gostam de mudanças. O motivo disso está relacionado aos sacrifícios envolvidos em um processo que modificará algo que já estava estabelecido. Essa reação também é comum nas empresas. Tanto que muitas hesitam em realizar o change management ou, em português, a gestão de mudanças.

Você conhece essa metodologia? Entende a importância dela? Sabe como utilizá-la na sua empresa? Responderemos essas perguntas neste artigo. Acompanhe!

O que é change management?

O change management é um processo que visa preparar o time interno para alterações na estrutura do negócio. Essas modificações podem ser a implantação de uma nova ferramenta virtual, a mudança nas estratégias internas ou no modo como determinado setor é gerenciado.

Normalmente, essas alterações são acompanhadas por um período de adaptação que pode ser confuso, estressante e até crítico. Para minimizar essas reações negativas, a gestão de mudanças é implantada e apresenta soluções que agilizam e facilitam a adequação dos colaboradores a um novo projeto.

Dessa forma, a produtividade da equipe não sofre um enorme declínio, mas permanece estável durante o processo de mudança e logo volta a crescer com as novas estratégias adotadas.

Como aplicar esse processo na empresa?

De acordo com um estudo feito por Ed O’ Brien e Nadav Klein, pesquisadores da Universidade de Chicago, os humanos encaram o fracasso como um resultado mais provável do que o sucesso.

Embora, nem sempre as mudanças tragam consequências positivas, essa situação pode ser contornada por meio de ações bem planejadas. Sendo assim, veremos como o change management pode ser implantado na empresa visando o sucesso das mudanças internas.

Faça um diagnóstico

É muito melhor preparar-se para uma transformação do que ser pego de surpresa por ela, não é? Então, é necessário realizar uma pesquisa interna para diagnosticar que setores estão precisando ou em breve necessitarão de uma mudança.

Com base nesses dados, são elaboradas as estratégias para essa gestão, como:

  • a construção de um programa de treinamento para os colaboradores;
  • um mapeamento dos possíveis riscos dessa transição;
  • os benefícios esperados;
  • os recursos necessários;
  • os resultados em longo prazo.

Nessa fase, define-se também o nível do change management, que pode ser:

  • a mudança incremental – envolve pequenos e contínuos ajustes nos processos internos;
  • a mudança planejada – como o próprio nome revela, ocorre um planejamento antecipado. Por exemplo, um novo posicionamento da marca para os próximos semestres;
  • a mudança emergente – são transformações importantes que precisam acontecer em um período curto de tempo;
  • a mudança radical – é aplicada quando é necessário remodular completamente a estrutura e as estratégias do negócio.

Tenha um bom plano de comunicação

Pode acontecer que os colaboradores vejam a necessidade de modificar vários processos, enquanto a liderança não percebe essa urgência. Por isso, a comunicação entre todos os profissionais da empresa precisa ser aberta e estimulada constantemente. Para conseguir essa interação, algumas empresas adotaram uma plataforma colaborativa. Essa ferramenta, além de conectar toda a equipe interna, coleta as sugestões e opiniões por meio de pesquisas.

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Com base nessas informações, a plataforma gera insights para a instituição que podem nortear as decisões sobre em quais áreas da empresa podem ser aplicadas o change management. Esse diálogo contínuo será uma das chaves para a consolidação e o sucesso do negócio.

Envolva toda a organização

Quando a gestão de mudanças se torna parte da política interna da organização, com o tempo, todos os níveis da empresa são atingidos. Por isso, a equipe inteira de colaboradores precisa envolver-se no projeto de transformação. Em especial, a liderança deve estar alinhada com os valores do negócio e motivada a dar o melhor de si para que as transformações sejam bem firmadas e atinjam o objetivo estabelecido.

Para isso, é necessário integrar a gestão de mudança com os líderes. Como fazer isso? A liderança toma a dianteira em motivar os colaboradores a aprender e divulgar a remodulação de uma prática interna. Por exemplo, digamos que um setor da empresa está com dificuldades na organização de um cronograma para a entrega de tarefas. Em vista disso, a liderança elabora um calendário com prazos bem definidos.

Alguns colaboradores acham esse cronograma apertado demais, mas essa opinião é devido ao hábito da procrastinação, que foi reforçado pela falta de um calendário. Para ajudar esse grupo, os líderes podem treiná-los nesse novo modelo de trabalho.

Além disso, seria interessante mostrar para eles os benefícios, como: o aumento da produtividade e a organização das tarefas. E, por último, pensar em adotar ferramentas que auxiliem no fluxo das demandas internas. Dessa forma, aos poucos, todos vão alimentando o ciclo das mudanças, fortalecendo assim o change management.

Por que é bom utilizar essa metodologia?

Quando a gestão de mudança começa a fazer parte da identidade e da cultura interna da organização, várias engrenagens importantes começam a funcionar e os benefícios começam a aparecer. Vejamos alguns deles.

Maior eficiência

Como vivemos em um mundo de constantes transformações, inclusive no cenário corporativo, a busca por métodos que sejam mais eficientes deve ser uma prática constante. Por isso, a inovação e o change management andam de mãos dadas. Eles geram na empresa um ambiente no qual a equipe interna acostuma-se a sempre modificar sua maneira de realizar os seus serviços. O resultado é o crescimento no negócio e a melhora da visibilidade no mercado em que atua.

Redução de custos

Às vezes uma organização adota um método de trabalho que gera muitos custos, mas não procura um meio para realizar os seus serviços de forma menos custosa. Entretanto, a solução pode ser, por exemplo, a adoção de um software que automatize algumas tarefas. Esse entendimento só será possível quando a gestão de mudança for parte da alma do negócio.

Melhora na reação às mudanças

O change management diminui a ansiedade que aparece quando estamos diante de algo novo. Esse sentimento gera nos colaboradores um conceito negativo sobre as medidas implantadas e resulta no medo de fracassar. Como as transformações serão uma prática habitual e esperada na organização, os colaboradores se acostumam, ficam mais flexíveis e até passam a gostar das mudanças internas.

Uma frase antiga diz: a única coisa que não muda são as mudanças. E isso é muito bom! Afinal, sem as transformações ficamos estagnados, e isso não é algo que queremos para nós e muito menos para o nosso negócio.

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