Você já ficou chateado quando alguém não lhe deu atenção enquanto tentava falar algo importante? Infelizmente, ouvir o próximo não é uma das maiores habilidades do ser humano.

Por isso, um antigo provérbio diz: “devemos ser rápidos no ouvir e vagarosos no falar”. Sabendo disso, muitas empresas valorizam a opinião dos seus funcionários e, por isso, utilizam a estratégia da escuta no seu ambiente interno.

Neste artigo, explicaremos o que significa ouvir os colaboradores. Mostraremos também os benefícios dessa prática e como fomentar a cultura da escuta aumenta a satisfação do time interno. Acompanhe!

Por que é importante preocupar-se com a satisfação dos funcionários?

Vivemos em um mundo agitado e estamos acostumados com prazos apertados e uma infinidade de tarefas diárias. Olhando para esse cenário, parece que dar atenção a um colega de trabalho é perda de tempo. Por isso, as mensagens instantâneas, muitas vezes curtas e carregadas de emoticons (figuras que expressam sentimentos), são tão utilizadas.

No entanto, nós, seres humanos, somos dotados da necessidade de ter uma comunicação real e sólida. Por exemplo, até os bebês, embora ainda não saibam falar, tentam interagir por meio de expressões e gestos. Sendo assim, quando não somos ouvidos, acabamos privados de um aspecto natural e essencial da nossa existência.

Contudo, quanto maior a empresa, mais difícil é manter um bom nível de interação interna. Alguns dos motivos para que isso ocorra são o aumento da quantidade de demandas e a elevação da exigência de desempenho dos colaboradores. Diante disso, o comportamento mais natural é “olhar para frente e nunca para os lados”.

Um dos resultados é a infelicidade dos funcionários quando percebem que a alta gestão não se importa com a sua opinião, mesmo que ela signifique uma ideia inovadora que otimizaria processos e melhoria do fluxo das tarefas. Com isso, a baixa produtividade começa a afetar o rendimento da equipe que passa a entregar serviços com pouca qualidade.

Então, inicia-se um desalinhamento entre a cultura da empresa e os funcionários. Esse “vácuo” gera a falta de engajamento do time que, em vez de fazer girar as “engrenagens” da organização, precisa ser “puxado” pelos gestores para chegar o mais perto possível das metas empresariais.

Por fim, os índices de turnover (rotatividade) e de absenteísmo (faltas ao trabalho) sobem em ritmo acelerado, levando a organização a perder profissionais talentosos. Então, em vez de contar com um time sólido, experiente e acostumado com as estratégias do negócio, é preciso periodicamente contratar e treinar novos colaboradores, em uma prática que gera custos materiais e intelectuais para a empresa.

Como a estratégia da escuta pode ajudar?

Já reparou que ficamos mais motivados a realizar algo quando podemos dar sugestões? A razão é que nos sentimos úteis e responsáveis pelo sucesso da tarefa. Esse é exatamente o propósito da estratégia da escuta: fomentar o desempenho dos funcionários por ouvir as suas opiniões e sugestões.

É por isso que a gestão participativa é um conceito muito difundido e tem como um dos seus principais pilares a estratégia da escuta. Por meio dessa técnica, a empresa compartilha com os seus funcionários responsabilidades, projetos, decisões e ideias, ou seja, envolve a equipe nas etapas do processo de gestão interna. Dessa forma, fica mais fácil atingir a excelência nos serviços.

Quando percebem que a sua voz é ouvida e valorizada, os colaboradores ficam mais satisfeitos e felizes com o seu trabalho. Em vista disso, normalmente, pelo menos três sentimentos são aflorados. Um deles é o entusiasmo que leva um profissional a criar e aproveitar oportunidades. Com essa energia, ele consegue canalizar os seus esforços e motivar outros a fazerem o mesmo.

Um segundo sentimento é o interesse por tudo que envolve a realização de um trabalho, gerando um alto nível de comprometimento com a qualidade dos serviços e com os prazos de entrega dos projetos. Por último, vem o contentamento, ou seja, o bem-estar proporcionado pela conquista de um objetivo ou pelo reconhecimento por um ótimo trabalho.

Quando essas emoções são sentidas pelos colaboradores, a empresa colhe inúmeras vantagens. O próprio clima organizacional torna-se mais agradável, e trabalhar em um ambiente assim incita a produtividade dos profissionais que dão o melhor de si.

Com o tempo, toda a equipe começa a amar a instituição e espalha esse contentamento aos “quatro ventos”. Como consequência, a empresa passa a ter uma marca empregadora forte, atraindo mais profissionais talentosos para o seu quadro de funcionários.

Quais são as maneiras de ouvir os colaboradores?

Existem várias formas de promover a estratégia da escuta. Muitas são implantadas por meio de tecnologias para a interação, como a rede social corporativa (intranet) que permite a criação de grupos de profissionais envolvidos em um projeto ou de “salas” para a coleta de opiniões sobre as demandas da empresa.

De acordo com uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE), esse modelo de interação interna é o mais utilizado pelas empresas brasileiras. Há também plataformas de escuta, aplicativos, e-mails e os murais interativos, que são canais digitais muito eficientes para implementar a estratégia da escuta.

Outro método que se mostra uma forte tendência é o feedback reverso, que significa a inversão dos tradicionais papéis, nos quais os gestores são os principais comunicadores e os subordinados ouvem passivamente os direcionamentos e as avaliações dos seus serviços.

Pelo contrário, os colaboradores falam abertamente sobre o que pensam dos rumos da organização, apontando os pontos que precisam melhorar. Já os gestores ouvem com atenção, separando as ideias e os conselhos que podem ser implantados na política interna da empresa.

Um terceiro modo de escutar a voz dos colaboradores é por meio de reuniões e eventos. No primeiro caso, agendam-se encontros regulares para que os membros das equipes compartilhem experiências e deem opiniões sobre metas e estratégias do negócio.

Já os eventos são focados em estimular os colaboradores a falarem em um ambiente mais descontraído. Um exemplo é o café com o presidente: como o próprio nome revela, os profissionais reúnem-se com o líder da empresa e, enquanto degustam um bom café, discutem os aspectos que influenciam as suas carreiras e a empresa.

É verdade que ouvir a outra pessoa é uma atitude simples e que não custa caro. Porém, como vimos, fazer isso tem efeitos profundos e duradouros nos resultados da empresa e na melhoria do ambiente interno. Não há tecnologias que substituam a essência humana de falar e ser ouvido.

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