Você sabe quais são as etapas do processo de desenvolvimento de novos produtos?

Se você pretende transformar uma grande ideia em um sucesso de vendas, é melhor seguir todos os passos para garantir que seu produto ou serviço atenda às expectativas do mercado.

Ao trilhar o caminho da inovação nas empresas, você terá que estudar o público-alvo, mapear o mercado, fazer uma série de testes e ainda investir no lançamento.

Vamos ajudar você nessa jornada com um mapa completo, da concepção à comercialização, e algumas dicas valiosas.

Siga a leitura e entenda como estruturar melhor esse processo de desenvolvimento.

Importância das etapas do processo de desenvolvimento de novos produtos

Seguir as etapas do processo de desenvolvimentos de novos produtos garante o sucesso na criação, validação e introdução de soluções inéditas no mercado.

Afinal, não é fácil criar um produto ou serviço do zero e fazê-lo chegar até o seu público-alvo, ainda mais em um cenário competitivo como o nosso.

Por isso, o desenvolvimento de novos produtos é um processo complexo e estruturado, que passa por várias etapas desde a concepção da ideia até o lançamento do produto no mercado.

Na ciência dos negócios, o termo utilizado é new product development (NPD), e há vários métodos possíveis para transformar ideias e oportunidades de mercado em produtos de sucesso.

É preciso pensar, em primeiro lugar, nas necessidades do consumidor, e ainda nas tendências de mercado, concorrência, viabilidade econômica, posicionamento, entre vários outros aspectos. 

A questão é que, mesmo seguindo rigorosamente essas etapas, a maioria dos novos produtos simplesmente não vai para frente.

De acordo com uma pesquisa realizada em 2018 pela consultoria Nielsen, metade dos produtos lançados anualmente na América Latina fracassa — e 30% não sobrevivem sequer por um ano.

De acordo com a líder de inovação da Nielsen, Cassiana Costa, apenas 50% dos novos produtos seguiram o caminho certo: traduzir uma necessidade do consumidor em um produto adequado. 

Os outros 50% simplesmente basearam o desenvolvimento de novos produtos nos motivos errados, tentando copiar a concorrência ou aproveitar tendências sem avaliar o que os consumidores realmente queriam. 

Além disso, a especialista reforça que somente um processo estruturado pode garantir o sucesso da inovação, levando em conta aspectos como um design estratégico, boa execução comercial e divulgação eficiente. 

Um outro estudo da Nielsen, feito em 2014 nos EUA, revela uma estatística ainda mais alarmante: 85% dos novos produtos falham no mercado B2C norte-americano.

Por outro lado, o Brasil está em 9º lugar na lista dos países que mais investem em inovação de acordo com seu PIB  — US$ 42,1 bilhões ao ano —, segundo um ranking divulgado pelo Fórum Econômico Mundial em 2018.

Ou seja: é melhor estar atento às etapas do processo de desenvolvimentos de novos produtos para aproveitar as futuras oportunidades e evitar erros. 

5 erros comuns no processo de desenvolvimento de novos produtos

As pesquisas sobre o fracasso na inovação servem para nos alertar sobre os erros mais comuns dos empreendedores. 

Veja quais atitudes evitar em todas as etapas do processo de desenvolvimento de novos produtos.

1. Confundir uma boa ideia com um bom produto

Ter uma ideia genial não significa que ela se tornará um bom produto — essa é a primeira lição do desenvolvimento de novos produtos.

Isso porque a criação e introdução de algo novo no mercado depende de muitos fatores, e uma boa ideia não significa nada se não for executada com maestria. 

Nesse caso, é melhor conduzir um processo excelente de desenvolvimento a partir de uma ideia razoável, investindo em um design diferenciado e um marketing certeiro, do que apostar em insights ousados e acabar executando o produto de forma medíocre.

Pense em quantos produtos “criativos e inovadores” são lançados em campanhas estrondosas e esquecidos poucos meses depois. 

2. Não focar no consumidor

Outro erro fatal é criar novos produtos sem focar nos desejos, necessidades e dores do consumidor. 

Muitas vezes, o usuário quer algo mais simples e prático, mas a empresa tenta incluir uma série de funcionalidades e diferenciais no mesmo produto.

O resultado é uma solução que não mira no problema essencial do público-alvo, e parece estar mais voltada aos interesses de investidores e do próprio empreendedor do que à demanda de consumo. 

3. Copiar a concorrência

É verdade que boa parte dos produtos e serviços de sucesso são inspirados em conceitos e soluções existentes — e que é praticamente impossível ser 100% original.

Mas isso não significa que você deve copiar as ideias da concorrência toda vez que um produto novo é lançado e começa a vender bem. 

Na maioria das vezes, essas cópias oportunistas não conseguem reproduzir o sucesso do concorrente e ainda prejudicam a credibilidade da empresa.

4. Errar na análise do mercado

Uma das principais etapas do processo de desenvolvimento de novos produtos é a análise aprofundada do mercado.

Logo, qualquer erro no estudo da concorrência, mapeamento de oportunidades e ameaças, avaliação da demanda ou identificação de tendências pode ser fatal.

A precificação também é um fator que exige atenção, pois o preço do produto deve refletir seu valor, cobrir os custos de produção e ser compatível com o perfil do consumidor. 

5. Falhar no marketing

Por fim, os problemas no marketing podem decretar o fracasso do produto logo após o lançamento, desde a distribuição até as ações de promoção e divulgação.

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Entre os erros mais comuns está a definição equivocada das personas — personagens semi-fictícios que representam o público-alvo ideal —, distribuição ineficiente, má escolha de canais de comunicação e publicidade insuficiente (ou mal segmentada). 

7 etapas do processo de desenvolvimento de novos produtos

Agora sim, podemos partir para as 7 etapas do processo de desenvolvimento de novos produtos. 

Confira a seguir as principais, que você vai encontrar em diversos métodos. 

1. Geração de ideias (brainstorming)

O ponto de partida do desenvolvimento de novos produtos é a geração de ideias, também conhecida como brainstorming. 

Esse é o momento de liberar a criatividade para registrar o máximo de insights possível, tendo como base alguns direcionamentos essenciais como tendências de mercado, objetivos do negócio e público-alvo. 

As ideias inovadoras de produtos podem vir das necessidades dos consumidores, sugestões de clientes, tendências de vendas e ações da concorrência, por exemplo.

2. Triagem de ideias

A triagem é a seleção das ideias mais promissoras e economicamente viáveis.

Para filtrar com precisão, você deve levar em conta critérios como custos de produção, orçamento da empresa, perspectivas do mercado-alvo e viabilidade técnica.

Assim, somente as ideias de alto potencial devem passar para a próxima etapa. 

3. Teste preliminar e prototipação

O teste preliminar, também chamado de teste de conceito, serve para analisar se o produto será compreendido pelo público-alvo e percebido como uma solução para um problema específico.

Nessa etapa, você pode conduzir pesquisas internas e externas, enviando questionários por e-mail, conduzindo entrevistas ou realizando dinâmicas para entender se o valor do produto é reconhecido.

Vale perguntar se as pessoas comprariam esse produto, se identificam para que serve e se ele satisfaz suas necessidades.

Outra possibilidade é criar um protótipo ou um MVP (Minimum Viable Product ou Produto Mínimo Viável) que tenha as principais funcionalidades do produto e possa ser testado com um grupo de controle. 

4. Análise de mercado

Com o conceito do produto aprovado, você já pode partir para uma análise de mercado completa e detalhista.

Aqui entra o estudo da viabilidade econômica, que determina os custos e projeções de retorno sobre o investimento, e também a análise do segmento, concorrência e público-alvo. 

Conforme você for mapeando o cenário, deverá elaborar simultaneamente um plano de negócio com objetivos, estratégias e métricas para comercializar seu produto. 

5. Desenvolvimento

Enfim, chega a fase de desenvolvimento, na qual o plano do produto será colocado em prática e a ideia final materializada. 

Nessa etapa, a produção está totalmente alinhada com o marketing para criar o produto ideal, com base nos resultados das pesquisas e testes realizados até aqui. 

O processo envolve aspectos básicos como o design do produto, criação da marca, fabricação, embalagem e também questões burocráticas como patentes, licenças e certificações.  

6. Validação de mercado

Na etapa de validação de mercado, são realizados os últimos testes antes de lançar oficialmente o produto.

Aqui, é interessante utilizar grupos focais de consumidores alinhados à persona do produto, para confirmar se o resultado final atende às expectativas do público estudado.

Assim, ainda há tempo para ajustes finais antes de escalar a produção e distribuir o produto no mercado. 

No caso das startups, por exemplo, esse ciclo de experimentação e coleta de feedback dos consumidores pode se repetir várias vezes, aprimorando cada vez mais a solução.

7. Lançamento

Finalmente, o produto é lançado no momento planejado, conforme o estudo das oportunidades de mercado. 

Nesse momento, é importante contar com uma campanha de lançamento muito bem estruturada, que atinja em cheio o público-alvo nas mídias certas e com a mensagem certa — e claro, um conceito à altura da inovação. 

Além disso, a distribuição deve garantir a disponibilidade do produto em pontos estratégicos, para garantir que a novidade chegue até os consumidores antes de iniciar a campanha de lançamento. 

Ao passar por todas essas etapas do desenvolvimento de novos produtos, você aumenta suas chances de acertar nas previsões e inovar com sucesso

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Se você quer agilizar as etapas do processo de desenvolvimento de novos produtos, a Waggl tem a solução ideal. 

Já pensou poder coletar as opiniões e feedbacks de que você precisa em pesquisas rápidas e simples que trazem insights poderosos?

Com a plataforma Waggl, você consegue realizar as chamadas pesquisas pulso, que aumentam a frequência de escuta e dão voz aos colaboradores, clientes e parceiros.

Basta criar enquetes e pesquisas com perguntas quantitativas (com métricas inteligentes) e qualitativas (pergunta aberta), deixando que as pessoas respondam anonimamente com suas melhores ideias e opiniões.

Depois, todos os respondentes podem votar nas respostas qualitativas de outras pessoas, o que possibilita gerar um ranking imparcial com as respostas que representam a real preferência e opinião do coletivo respondente. 

Assim, você estimula a geração de ideias e ganha agilidade para escolher os melhores insights na sua jornada de inovação, combinando a metodologia Design Thinking com o crowdsourcing em todas as fases do processo. 

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